Pular para o conteúdo principal

Congregação das Filhas de Nossa Senhora Stella Maris

Nossa História: Fé que Transforma Vidas

A história da Congregação das Filhas de Nossa Senhora Stella Maris começou com três jovens italianas que, movidas por um profundo desejo de servir, deixaram suas casas para responder ao chamado de cuidar dos mais necessitados no Brasil. Em 1954, Gilda Tatasciore, Giuseppina Volpi e Paolina Doninelli chegaram a Guarulhos e se depararam com uma realidade desafiadora no Sanatório Padre Bento, onde doentes hansenianos viviam em condições extremas de abandono e isolamento. Com coragem e dedicação, essas jovens transformaram o lugar com sua compaixão e fé.

Ao longo dos anos, essa pequena semente de amor e cuidado cresceu e se consolidou, tornando-se a Congregação das Filhas de Nossa Senhora Stella Maris, uma comunidade religiosa dedicada ao cuidado integral dos mais vulneráveis. Reconhecida oficialmente pela Santa Sé em 1986, a Congregação segue viva até hoje, movida pelos mesmos valores que inspiraram suas fundadoras. Esta é uma história de fé em ação, que mostra como o amor e a caridade podem transformar o mundo.

Sodalício Stella Maris

Origem e Necessidade de Estruturação

Com o desenvolvimento da obra, surgiu cada vez mais a necessidade de estruturá-la formalmente, através de uma Associação com Estatutos próprios e reconhecimento eclesiástico.
Dom Antônio, percebendo que o projeto ainda estava em fase de amadurecimento, sugeriu que fosse constituída uma Entidade no formato de um Sodalício.

Inspiração para o nome

Em busca de inspiração para o nome da nova Entidade, Dom Antônio consultou Dona Gilda sobre seu ideal ao vir para o Brasil. Ela respondeu:

“Criar almas luminosas no mundo tenebroso de gente abandonada no sofrimento de lepra e de moléstias contagiosas, almas que fossem como estrelas a indicar-lhes o caminho de conforto e salvação.”

“Mais ainda, e mais acentuadamente, indicar aos doentes isolados, quase refugo da humanidade, a curtir suas dores num mar de sofrimento de toda espécie, que lá no alto há uma Estrela luminosa, uma Mãe que compreende seu prolongado martírio, que os ama, à espera de um dia abraça-los.”

Essas palavras bastaram para Dom Antônio. Com alegria e aprovação geral, ele decidiu que o nome da nova Entidade seria: “Sodalício Stella Maris”.

Reconhecimento e Instalação

O Sodalício foi oficialmente reconhecido pela Autoridade Eclesiástica de São Paulo em 15 de agosto de 1957. A instalação ocorreu no dia 5 de outubro do mesmo ano, realizada por Dom Antônio Maria Alves de Siqueira, na Capela da Creche “Carolino Motta e Silva” da Associação Santa Terezinha, localizada no bairro de Pinheiros, em São Paulo.

Cerimônia e Votos das Religiosas

Na cerimônia histórica de instalação, realizaram seus votos as seguintes religiosas:

  • Gilda Tatasciore
  • Giuseppina Volpi
  • Paolina Doninelli
  • Antonieta Trovarello
  • Bruna Brancalion
  • Branca de Melo
  • Damieta Domotor

Com a emissão dos votos houve a entrega do crucifixo, que as irmãs, religiosamente usam sobre o peito.

Linha do Tempo da Congregação das Filhas de Nossa Senhora Stella Maris

1954 – A Chegada ao Brasil

  • Três jovens italianas, Gilda Tatasciore, Giuseppina Volpi e Paolina Doninelli, deixam suas famílias e chegam ao Brasil.
  • As jovens se instalam no Sanatório Padre Bento, em Guarulhos, onde encontram doentes hansenianos em condições deploráveis.
  • Com paciência e dedicação, começam a conquistar a confiança dos doentes, oferecendo cuidado e conforto.

1954 – Reconhecimento do Governador Jânio Quadros

  • Em uma visita oficial, o governador Jânio Quadros expressa surpresa pelo fato das jovens viverem no sanatório.
  • Gilda responde ao questionamento do governador sobre a lei que proíbe sua presença no local: “Sabemos, mas também sabemos que existe outra lei: ‘Amarás o teu próximo como a ti mesmo’.”
  • A resposta emociona o governador, que agradece pelo trabalho das jovens.

Páscoa de 1954 – Apoio Espiritual de Dom Antônio Maria Alves de Siqueira

  • Durante a celebração de Páscoa, o bispo Dom Antônio se emociona com o trabalho das jovens e as chama de “minhas filhas”.
  • Surge, então, a ideia de formar uma família religiosa dedicada ao cuidado integral dos necessitados.

5 de Outubro de 1957 – Fundação do Sodalício Stella Maris

  • Gilda, Paulina, Josephia Volpe, Antonieta, Bruna, Branca Melo e Damieta fazem seus votos, fundando o sodalício Stella Maris.
  • Com o tempo, este sodalício se torna a Congregação das Filhas de Nossa Senhora Stella Maris, dedicada à esperança e acolhimento.

1986 – Reconhecimento pela Santa Sé

  • No dia 15 de agosto de 1986, a Congregação Nossa Senhora Stella Maris foi oficialmente reconhecida pela Santa Sé, através de um decreto diocesano emitido pelo Papa João Paulo II

Presente – Continuidade da Missão

  • A Congregação segue viva, com irmãs que dedicam suas vidas à missão iniciada por Gilda e suas companheiras, transformando o mundo com compaixão e fé.

Nossa Organização